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Brasilhá 3 horas

TSE cobra informações de plataformas sobre canal “Exército do Lula”

Por Emanuel SantosPublicado 23/10/2026
TSE cobra informações de plataformas sobre canal “Exército do Lula”

Foto: Divulgação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta sexta-feira (23) que não determinou a retirada de nenhum canal do WhatsApp do ar. Em nota, a Corte esclareceu que os despachos mencionados no caso têm como objetivo solicitar informações às plataformas digitais e ressaltou que os prazos nos processos relacionados à propaganda eleitoral são curtos.

O posicionamento foi divulgado após o deputado federal André Janones (Rede-MG), administrador do canal “Exército do Lula”, afirmar que o grupo seria retirado do ar ainda nesta sexta-feira, próximo ao horário do debate presidencial da TV Globo. Pela manhã, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, e ministros responsáveis pela fiscalização da propaganda eleitoral se reuniram com representantes da Meta, X, Google, TikTok e Kwai para tratar do cumprimento das regras eleitorais.

Na quinta-feira (22), Nunes Marques havia estabelecido prazo de 24 horas para que as plataformas apresentassem informações sobre a atuação do canal, após uma solicitação da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Os advogados do candidato alegam que o grupo, que reúne cerca de 8 milhões de seguidores, estaria coordenando ações digitais, como a divulgação de hashtags em horários específicos, o compartilhamento de mensagens padronizadas e a realização de buscas combinadas no Google.

Entre os exemplos apresentados está a suposta orientação para pesquisar a frase “Bolsonaro mandou matar Lula”. A campanha também contestou uma manifestação anterior da Meta, que afirmou não ter encontrado indícios de comportamento coordenado no WhatsApp, alegando que a empresa não detalhou os critérios usados na análise. O TSE afirmou ainda que pediu às plataformas reforço de pessoal e atuação isonômica para garantir o cumprimento das regras eleitorais.

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