Presidente do Paraguai deixa o cargo após crise envolvendo Banco do país
Foto: Redes Sociais
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou sua renúncia nesta quinta-feira (5), em meio à pressão política provocada pela crise envolvendo o sistema bancário do país. A saída ocorre no mesmo dia em que a Câmara dos Deputados aprovou a abertura de um processo de impeachment contra o mandatário. O caso ganhou força após o Banco Central paraguaio suspender as atividades do Banco Ueno, considerado a maior instituição financeira digital do país, por problemas de solvência. Com a decisão, o vice-presidente Pedro Alliana deverá assumir o comando do governo, mas a saída de Peña ainda depende da formalização e da análise do Congresso, que poderá aceitar ou rejeitar a renúncia.
A crise também levantou questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse envolvendo integrantes do governo e do setor financeiro. Peña foi acionista da Ueno Holding, empresa ligada ao grupo controlador do banco, até março de 2025. Outro nome atingido foi Carlos Carvallo, que deixou a presidência do Banco Central após ter comandado anteriormente o próprio Banco Ueno. Paralelamente, o Ministério Público solicitou uma investigação criminal sobre a instituição financeira e pediu a prisão de dois dirigentes. As apurações buscam esclarecer suspeitas de irregularidades na administração do banco e na concessão de empréstimos a empresas relacionadas ao grupo controlador, operações que teriam provocado prejuízos ao patrimônio da instituição.




