Planalto critica condução de Fachin em sessão do STF
Foto: STF
A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que discutiu a possibilidade de investigar o ministro Alexandre de Moraes terminou sem uma decisão, cenário que, segundo a analista de política da CNN Larissa Rodrigues, provocou desconforto no Palácio do Planalto. A avaliação nos bastidores do governo teria sido de que o presidente da Corte, Edson Fachin, não conseguiu exercer o protagonismo esperado durante os debates. Para a analista, havia uma expectativa de que Fachin conduzisse a sessão com maior firmeza e conseguisse conter os sucessivos confrontos entre os integrantes do tribunal.
De acordo com Larissa, a postura de Fachin teria mudado ao longo das discussões. Depois de um primeiro embate com o ministro Flávio Dino, o presidente do STF teria passado a interferir menos nos debates, enquanto os atritos entre os ministros se intensificaram. A transmissão da sessão também foi apontada como um fator que desagradou integrantes do governo, já que os conflitos ficaram expostos ao público. Na avaliação relatada pela analista, Fachin teria encerrado a sessão com menos força política dentro da Corte do que apresentava no início dos trabalhos.
Antes do julgamento, porém, houve uma série de articulações para reforçar a posição de Fachin. Segundo a apuração, Lula conversou por telefone com o presidente do STF e interlocutores do governo participaram de reuniões com o ministro. Ao mesmo tempo, ministros aposentados e juristas divulgaram manifestações de apoio à condução de Fachin, enquanto a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) também se posicionou favoravelmente à realização da sessão. Apesar das iniciativas, o encontro terminou sem definição sobre a eventual abertura de investigação contra Moraes.



