Ministério Público contesta 42 candidaturas por possível ligação com grupos criminosos
Foto: TRE Roraima
Vinte e dois candidatos às eleições de 2026 tiveram seus registros negados pela Justiça Eleitoral em seis estados brasileiros após questionamentos sobre possíveis relações com organizações criminosas e grupos paramilitares. Os casos foram apresentados pelo Ministério Público Eleitoral, que contestou a validade de 42 candidaturas em dez unidades da federação. Parte dos processos ainda aguarda análise de recursos nos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Outros sete candidatos conseguiram autorização para disputar o pleito, mas ainda dependem de uma decisão definitiva do TSE. Entre os registros barrados, 14 eram de candidatos a deputado estadual, seis a deputado federal e dois a suplente de senador.
O Rio de Janeiro concentra o maior número de candidaturas rejeitadas, com 13 casos. Também houve decisões contrárias a três postulantes da Paraíba, dois do Acre, dois de Mato Grosso do Sul, um da Bahia e um do Amapá. Segundo o Ministério Público Eleitoral, o entendimento do TSE permite impedir a participação de candidatos ligados a organizações paramilitares ou grupos semelhantes, mesmo sem condenação criminal definitiva. O órgão argumenta que a Constituição proíbe partidos políticos de utilizarem estruturas paramilitares, o que também impediria a atuação de grupos criminosos por meio de legendas e candidaturas para conquistar espaço na política. Das 42 candidaturas contestadas pelo Ministério Público, 26 eram do Rio de Janeiro, quatro da Paraíba, três de São Paulo e as demais estavam distribuídas entre outros sete estados.




