Flamengo vai ao STF para barrar proibição das bets no futebol
Foto: Mariana Sá/Flamengo
O Flamengo acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar os impactos da Medida Provisória que proibiu a atuação das plataformas de apostas esportivas no Brasil. O clube pediu para ingressar como amicus curiae na ADI nº 8.027/DF, que discute a constitucionalidade da MP nº 1.394/2026. A equipe carioca afirma que a medida pode afetar o financiamento do esporte, contratos de patrocínio em vigor e projetos voltados às modalidades olímpicas e de formação.
O Flamengo está entre os clubes que têm se manifestado contra a proibição. A direção argumenta que a mudança pode provocar perdas significativas para o futebol brasileiro, que possui forte participação de empresas de apostas no mercado de patrocínios. O clube afirma que recebia R$ 268 milhões por ano de uma plataforma do setor, enquanto o presidente Luiz Eduardo Baptista estimou que os impactos financeiros da medida podem chegar a R$ 400 milhões. A MP tem validade inicial de 120 dias e precisa ser analisada pelo Congresso para continuar em vigor.
Em nota, o Flamengo afirmou que pretende apresentar ao STF elementos sobre os efeitos da medida para todo o setor esportivo e não apenas para seus contratos. O clube disse ainda que não é contrário à regulamentação das apostas, mas defende que eventuais mudanças considerem a segurança jurídica, a proteção da confiança e o incentivo ao esporte. “Sua participação tem por finalidade contribuir para que a Suprema Corte possa avaliar, de forma ampla, as consequências concretas da alteração legislativa para todo o ecossistema esportivo”, declarou o clube.



