Meta é alvo de ação do MPT após denúncias de assédio eleitoral nas redes
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O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com uma ação civil pública contra a Meta, responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp, para exigir medidas contra publicações que incentivam o assédio eleitoral após o segundo turno das eleições de 2026. O órgão solicita que conteúdos que estimulem a vigilância de funcionários, a exposição de suas preferências políticas e a demissão por divergência ideológica sejam removidos em até 24 horas. A ação também pede o pagamento de R$ 50 milhões por danos morais coletivos. Segundo o MPT, aproximadamente 1.459 denúncias de assédio eleitoral haviam sido registradas até o meio-dia desta quinta-feira (29), em meio à circulação de mensagens que orientam empregadores a investigar as posições políticas de seus trabalhadores.
Na ação, os procuradores sustentam que a Meta tem responsabilidade pela permanência e pela disseminação desse tipo de conteúdo, inclusive por meio de recomendações nas áreas de exploração e vídeos curtos das plataformas. Além da retirada das publicações, o MPT pede multa de R$ 500 mil por conteúdo mantido, avisos contra a discriminação política e a notificação dos perfis envolvidos, com suspensão de 30 dias para reincidentes. O órgão também quer que a empresa estabeleça uma política permanente de prevenção ao assédio eleitoral, revise suas regras de uso, amplie a moderação durante períodos eleitorais e apresente relatórios periódicos à Justiça. Os pedidos ainda dependem de análise judicial.



