Casos de sarampo chegam a 40 em São Paulo em 2026
Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou, nesta quinta-feira (1º), quatro novos casos de sarampo, elevando para 40 o número de registros da doença no estado em 2026. De acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), entre os novos pacientes estão dois homens, de 18 e 21 anos, e uma bebê de 1 ano, todos moradores da capital paulista. Os casos fazem parte de cadeias de transmissão identificadas desde junho e que seguem sendo acompanhadas pelas equipes de vigilância. Apesar dos novos registros, as autoridades apontam redução na circulação do vírus e avaliam a possibilidade de encerrar cadeias de transmissão em Guarulhos e São Bernardo do Campo. São Paulo concentra 36 dos casos, enquanto São Bernardo do Campo tem dois e Guarulhos e Santo André registram um cada.
A vacinação continua sendo a principal medida de prevenção contra o sarampo e está disponível gratuitamente pelo SUS. Dos 40 casos registrados neste ano, 30 envolvem pessoas que não tinham histórico de vacinação ou estavam com o esquema incompleto. A imunização é feita com a tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. Crianças devem receber a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses; pessoas de 15 meses a 29 anos precisam ter as duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias; entre 30 e 59 anos, é necessária pelo menos uma dose registrada; e trabalhadores da saúde devem ter duas doses, independentemente da idade. Em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias podem receber a chamada dose zero em situações específicas de contato com casos suspeitos ou confirmados, conforme avaliação da vigilância. Essa aplicação não substitui as doses previstas no calendário regular.



