Gonet descarta deixar comando da PGR antes do fim do mandato
Foto: Victor Piemonte/STF
Paulo Gonet negou a possibilidade de deixar antecipadamente o cargo de procurador-geral da República e afirmou que pretende cumprir seu mandato até dezembro de 2027, independentemente do resultado das eleições presidenciais de 2026. Em declaração à CNN, Gonet foi direto ao descartar uma saída antecipada: “Não existe essa possibilidade”. A discussão sobre a sucessão no comando da Procuradoria-Geral da República (PGR) ganhou espaço diante do cenário de uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto. Segundo fontes próximas ao atual procurador-geral, deixar a função em razão de uma mudança de governo poderia representar uma concessão à pressão política, contrariando a autonomia da instituição.
A escolha do próximo procurador-geral caberá ao presidente da República e dependerá de aprovação do Senado, sem obrigatoriedade de seguir a lista tríplice da Associação Nacional dos Procuradores da República. Entre os nomes citados nos bastidores estão o ex-PGR Augusto Aras, indicado por Jair Bolsonaro em 2019 e reconduzido em 2021, e a ex-vice-procuradora-geral Lindôra Araújo, apontada por aliados como possível influência na definição de um eventual novo governo. Apesar de Aras ainda ser lembrado por setores do bolsonarismo, integrantes da PGR avaliam que sua aproximação com o governo Lula após a eleição de 2022 reduziu suas chances de retornar ao comando do órgão. A sucessão, no entanto, dependerá das decisões políticas e institucionais tomadas no momento oportuno.



