Casos de Covid-19 aumentam há seis semanas no Brasil, aponta Fiocruz
Os casos de Covid-19 voltaram a apresentar tendência de crescimento no Brasil nas últimas seis semanas, de acordo com dados do Ministério da Saúde. A alta foi identificada em 19 unidades da Federação e atinge pessoas de todas as faixas etárias, desde crianças até idosos.
O aumento também começa a refletir nas hospitalizações. Um boletim da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (5), apontou sinais de crescimento dos casos graves provocados pelo coronavírus em diferentes regiões do país.
Mesmo com o avanço, a doença continua apresentando indicadores considerados baixos. Segundo o Ministério da Saúde, todos os estados permanecem classificados como áreas de baixo risco para a atividade da Covid-19. A Fiocruz também destaca que a incidência de casos graves segue em níveis reduzidos.
Desde o início de 2026, foram notificados 118.851 casos de síndrome gripal associados à Covid-19 no Brasil. Os dados oficiais foram atualizados até 4 de novembro. O total, no entanto, não corresponde a todas as infecções ocorridas no país, uma vez que nem todos os casos são diagnosticados ou registrados.
Outro indicador que confirma a tendência de alta é a positividade dos testes. Conforme o Ministério da Saúde, laboratórios privados contabilizam nove semanas consecutivas de crescimento na proporção de exames com resultado positivo para o coronavírus.
De acordo com o infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), esse comportamento está dentro do padrão dos vírus respiratórios, que costumam alternar períodos de maior e menor circulação.
O especialista explica que o surgimento de novas variantes, somado à presença de um número maior de pessoas suscetíveis à infecção, contribui para a ocorrência de ondas periódicas de transmissão.
Esse mesmo comportamento é observado em outros vírus respiratórios, como influenza, rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR). Em determinados períodos, um desses agentes passa a circular com maior intensidade, provocando mais infecções, até que sua atividade diminui e outros vírus ganham espaço.
O levantamento aponta sinais de crescimento em 19 unidades da Federação, distribuídas pelas cinco regiões do país:
- Norte: Rondônia e Roraima.
- Nordeste: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Piauí.
- Centro-Oeste: Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso.
- Sudeste: Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
- Sul: Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Apesar do crescimento recente dos casos de Covid-19, Kfouri afirma que, até o momento, não existem sinais de mudança no padrão de gravidade da doença. Com informações do G1.




