Alcolumbre aposta em votação da escala 6x1 na reta final de sua gestão
Foto: Senado Federal
A votação da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 e a redução da jornada semanal pode se tornar um dos principais marcos da gestão de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) à frente do Senado. Após cerca de três meses sem avançar no plenário, a PEC tem votação em primeiro turno prevista para quarta-feira (14). O texto estabelece a redução da carga horária máxima de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado e sem diminuição salarial. A retomada da discussão ocorre depois do primeiro turno das eleições, período em que lideranças políticas buscaram evitar que o tema interferisse na disputa eleitoral. Agora, a proposta também ganha relevância no segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro, com a campanha de Lula (PT) apostando na pauta trabalhista durante a disputa contra Flávio Bolsonaro (PL). Segundo levantamento do Instituto Locomotiva citado na reportagem, 78% dos brasileiros apoiam o fim da escala atual.
A movimentação no Congresso também ocorre em meio a dificuldades políticas enfrentadas por Alcolumbre em seu estado. No Amapá, o candidato ao governo apoiado pelo senador, Clécio Luís (União Brasil), foi derrotado por Dr. Furlan (PSD), eleito no primeiro turno com 62,75% dos votos válidos. Outro dado que chama atenção é o levantamento Atlas/Bloomberg divulgado em 23 de setembro, segundo o qual Alcolumbre registrava 82% de imagem negativa e apenas 3% de avaliação positiva entre os entrevistados. No comando do Senado até fevereiro de 2027, quando completa dois anos no cargo, o senador ainda poderá buscar a recondução à presidência da Casa. A tramitação da PEC representa, assim, uma pauta de grande repercussão social conduzida durante o período final de sua atual gestão.


