Zema critica fim da escala 6x1 e chama proposta de “populismo”
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, voltou a criticar propostas relacionadas à jornada de trabalho no país e classificou o debate sobre o fim da escala 6x1 como uma estratégia política em ano eleitoral. Em declaração feita nesta segunda-feira (13), o pré-candidato à Presidência afirmou que iniciativas defendidas pelo Partido dos Trabalhadores seriam, segundo ele, medidas de apelo popular que podem trazer impactos negativos à economia. Zema também associou as propostas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontando o que chamou de “pacotes de bondade” que, em sua avaliação, contribuem para o aumento do déficit público.
Durante a fala, o ex-governador defendeu mudanças estruturais nas relações de trabalho no Brasil, propondo alternativas ao modelo atual regido pela Consolidação das Leis do Trabalho. Para ele, seria necessário avançar em formatos mais flexíveis, como contratos com remuneração por hora, que considera mais alinhados às transformações do mercado. Zema ponderou que a substituição completa da CLT enfrentaria resistências institucionais e jurídicas, mas avaliou que novos modelos poderiam, ao longo do tempo, reduzir gradualmente a predominância do sistema atual.



