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Segurança7 de out. de 2026

Tenente-coronel é preso suspeito favorecer milícia no oeste baiano

Por Ananias SerranegraPublicado 07/10/2026
Tenente-coronel é preso suspeito favorecer milícia no oeste baiano

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Um tenente-coronel da Polícia Militar, identificado como Luiz Augusto Normanha de Carvalho, foi preso preventivamente nesta quarta-feira (7), em Santa Maria da Vitória, no oeste da Bahia, durante a terceira fase da Operação Terra Justa. Segundo o Ministério Público da Bahia (MPBA), o oficial é acusado de receber R$ 286 mil para favorecer uma milícia armada que atuava na região de Correntina.

A Justiça decretou a prisão após receber denúncia do MPBA contra o oficial pelo crime de corrupção passiva militar. De acordo com a denúncia, os pagamentos eram feitos com frequência, principalmente em depósitos de cerca de R$ 15 mil por mês. As investigações também identificaram o pagamento de boletos de faculdade da filha do policial e de outras despesas pessoais.

Segundo o MPBA, os valores tinham como objetivo fazer com que o tenente-coronel deixasse de combater a atuação da milícia armada. O grupo, liderado por um sargento da reserva da PM que já foi denunciado e condenado, teria atuado por mais de dez anos na região de Correntina, oferecendo serviços de segurança privada a grileiros e ameaçando comunidades tradicionais para expulsá-las de suas terras.

Ainda conforme a acusação, o oficial teria mantido uma relação de favorecimento com o grupo, contribuindo para a definição de escalas de vigilantes armados e criando condições para a continuidade das atividades ilegais.

O MPBA também aponta que, após a prisão do sargento da reserva, o tenente-coronel teria usado a influência do cargo para oferecer serviços irregulares de segurança armada a um fazendeiro da região. O policial foi comandante da 30ª Companhia Independente de Polícia Militar de Santa Maria da Vitória até 2023. Atualmente, ele é diretor do Colégio da Polícia Militar de Bom Jesus da Lapa.

A operação foi realizada pelo MPBA, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da 3ª Promotoria de Justiça Militar, em conjunto com a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e a Corregedoria da Polícia Militar. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em imóveis ligados ao policial.

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Rádio Sociedade da Bahia