João Roma defende continuidade da direita na Bahia
Foto: Rádio Sociedade da Bahia
O presidente do PL na Bahia, João Roma, atribuiu a dificuldades econômicas e à dependência do poder público parte dos obstáculos enfrentados pela direita no estado nestas eleições. Em entrevista ao Balanço Geral, apresentado por Adelson Carvalho, o ex-ministro da Cidadania do governo Jair Bolsonaro, defendeu a continuidade da atuação política do grupo, mesmo após as derrotas eleitorais dele e de ACM Neto (União Brasil), candidato ao governo pela mesma chapa.
Roma acusou o PT de pressionar eleitores em municípios onde há poucas alternativas de emprego e renda fora da administração pública. Para ele, a falta de uma economia local consolidada deixa famílias vulneráveis a cobranças durante o período eleitoral. “O PT que era tão crítico, de uma política do 'toma lá da cá' do passado, hoje aprimorou essa política e praticamente ameaça por completo pessoas que na sua circunstância, se tornam realmente reféns, dessas estruturas”, declarou.
Ao comentar as condições sociais e econômicas de parte dos municípios baianos, o presidente da sigla afirmou que a dependência financeira do poder público limita as opções de muitos eleitores. Roma também criticou ataques dos influenciadores do Sul e do Sudeste à votação registrada na Bahia e defendeu que as particularidades regionais sejam consideradas na análise do comportamento eleitoral. “Essas pessoas precisam entender a nossa cultura, a nossa realidade no nordeste, na Bahia sobretudo, para saber que muitas vezes o baiano fica sem alternativa”, afirmou.
Apesar do resultado desfavorável nas urnas, Roma sinalizou que pretende manter a atuação política na Bahia e continuar defendendo as pautas da direita. “Nós temos que dar sequência à nossa caminhada, ser porta-vozes dessas pessoas, mostrar que é fundamental que a gente consiga libertar a Bahia”, disse.



