Governo Milei reforça presença militar em áreas estratégicas
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O governo de Javier Milei ampliou nos últimos meses a participação das Forças Armadas em diferentes áreas da administração argentina. O movimento ganhou novo destaque após a decisão de transferir para a Casa Militar a responsabilidade integral pela segurança e pelo funcionamento operacional da residência presidencial de Olivos, função que antes contava com estrutura civil própria. A Presidência justificou a mudança pela necessidade de reforçar a segurança e tornar os procedimentos administrativos mais eficientes. Para analistas citados pela imprensa argentina, a medida se soma a outras iniciativas que indicam uma maior aproximação do governo com o setor militar.
Na área de Defesa, o governo criou em abril o Plano de Adequação e Reequipamento Militar Argentino (ARMA), que prevê a destinação de 10% dos recursos obtidos com a venda, aluguel ou privatização de determinados ativos do Estado para o reequipamento das Forças Armadas. A Argentina também avançou na incorporação dos caças F-16 adquiridos da Dinamarca e no treinamento de pilotos para operar as aeronaves. Em abril, Milei voltou a defender o fortalecimento das capacidades militares e reafirmou a reivindicação argentina sobre as Ilhas Malvinas.
Outro movimento ocorreu em setembro, quando Milei encaminhou ao Congresso o projeto de Lei de Defesa da Soberania Nacional, apresentado pelo governo como uma iniciativa voltada à proteção dos interesses argentinos nas Malvinas e contra ameaças externas. A proposta cria mecanismos de articulação entre Defesa, inteligência, economia, cibersegurança e infraestrutura. O texto ainda depende de análise e votação dos parlamentares, portanto seus efeitos concretos poderão mudar durante a tramitação. O conjunto das medidas tem provocado debate na Argentina sobre a ampliação das atribuições das Forças Armadas e sobre os limites entre defesa nacional e segurança interna.



