Bruno Reis atribui atraso dos coletivos à adesivaço nos ônibus de Salvador
Foto: Betto Jr. / Secom PMS
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou neste domingo (25) que a retirada de adesivos de propaganda eleitoral dos ônibus provocou os atrasos no transporte público durante as primeiras horas do segundo turno das eleições presidenciais. Em entrevista coletiva durante a tarde, o gestor declarou que a operação foi regularizada até as 10h30 e que determinou o reforço da frota para garantir o deslocamento dos eleitores.
Segundo o gestor, os veículos chegaram às garagens com adesivos de um candidato à Presidência, e as empresas concessionárias iniciaram a remoção do material para cumprir as regras da Justiça Eleitoral, que proíbem propaganda partidária ou eleitoral no serviço gratuito de transporte. Ao perceber que o procedimento atrasaria a saída dos coletivos, a Prefeitura determinou que os ônibus fossem colocados em circulação imediatamente, mesmo com os adesivos. O prefeito também defendeu a investigação sobre a origem da adesivagem e mencionou possíveis vínculos com integrantes ligados ao Sindicato dos Rodoviários, sem apontar responsáveis individualmente.
Durante a coletiva, Bruno criticou o que classificou como tentativa de politização do episódio e saiu em defesa do secretário municipal de Mobilidade (Semob), Pablo Souza, alvo de uma determinação de prisão do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). O prefeito afirmou que a administração municipal adotou as medidas necessárias para normalizar o serviço e que a quantidade de ônibus em circulação superou a registrada em eleições anteriores.



