Pastor Sargento Isidório relembra torturas e período em que ficou desaparecido da família
Foto: Rádio Sociedade da Bahia
O deputado federal reeleito Pastor Sargento Isidório (Avante) voltou a recordar episódios de tortura que afirma ter sofrido durante sua trajetória na Polícia Militar, incluindo um período de oito dias em que diz ter ficado desaparecido. Em entrevista nesta sexta-feira (16) ao programa Balanço Geral, apresentado por Adelson Carvalho, na Rádio Sociedade da Bahia, ele relembrou as agressões e as consequências que atribui à violência vivida no passado.
Ao recordar os episódios, Isidório falou sobre a exposição a produtos químicos, e relacionou a experiência à rouquidão que diz ter desde então. “Eu falo rouco por conta de ser jogado dentro de um produto químico no Corpo de bombeiros, aonde eles ligavam o gerador botando fumaça”, declarou. Ele também relatou ter sido levado a diferentes instalações sem ordem judicial e afirmou que, durante a noite, ouvia rajadas de metralhadora enquanto dividia um cubículo com outro oficial.
Um dos momentos mais pessoais do relato foi a lembrança da prisão dentro de casa, diante da esposa e das duas filhas. Isidório destacou que as cenas permanecem na memória e associou o período ao sofrimento vivido por sua família. O deputado também contou que sua mãe sofreu um AVC e um aneurisma após receber a notícia de que ele estaria supostamente em um paredão, e que acabou perdendo ela após o fato.
Ao falar sobre as consequências dos episódios, Isidório defendeu que as denúncias de tortura não sejam esquecidas e cobrou atenção das autoridades para os impactos dessas experiências. “A gente não pode se calar com tortura, porque tortura sequer prescreve. Existe tortura na vida da gente que a gente não esquece. Isso tem marcas na minha pessoa e na minha vida”, declarou.


