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Brasil4 de set. de 2026

Crise no STF provoca novo atrito entre Polícia Federal e AGU

Por Emanuel SantosPublicado 04/09/2026
Crise no STF provoca novo atrito entre Polícia Federal e AGU

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O advogado-geral da União, Jorge Messias, avalia que integrantes da cúpula da Polícia Federal estariam tentando desgastá-lo politicamente em meio à crise que envolve a corporação e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A percepção, compartilhada por aliados nos bastidores, ganhou força após a divulgação de relatórios de inteligência da PF sobre André Mendonça. Em um dos documentos, Messias é citado em meio à avaliação de que Mendonça teria apoiado sua possível indicação ao STF como parte de uma estratégia para modificar a composição de forças dentro da Corte. Para interlocutores do advogado-geral, as críticas direcionadas à AGU serviriam para deslocar o foco dos conflitos que se intensificaram dentro do Supremo.

A Polícia Federal havia solicitado que a AGU contestasse decisões de Mendonça que, na visão da corporação, poderiam interferir na autonomia das investigações. O entendimento dentro da Advocacia-Geral, porém, é de que um embate direto com o ministro não resolveria a questão e ainda poderia envolver o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa institucional, cenário que Messias teria sido orientado a evitar.

Aliados do advogado-geral também questionam por que a PF não recorreu diretamente à Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável pelo controle externo da atividade policial e pela condução da ação penal pública. Na avaliação da AGU, caberia ao Ministério Público analisar eventual interferência de Mendonça nos inquéritos. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, chegou a conversar posteriormente com o ministro, mas, segundo integrantes do governo, o conflito já havia ganhado maiores proporções. Apesar da crise, Rodrigues mantém o respaldo do presidente Lula e do governo.

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