Alcolumbre mira reeleição e articula alianças
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), avalia contar com pelo menos 48 votos para permanecer no comando da Casa em 2027 e não pretende colocar em votação pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os magistrados está Alexandre de Moraes, com quem o senador mantém proximidade. Segundo relatos atribuídos a interlocutores, Alcolumbre também afirmou estar disposto a enfrentar candidatos do PL na disputa pela presidência do Senado. A legenda, que deverá ter a maior bancada da Casa a partir de fevereiro, com 29 parlamentares, planeja lançar Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha presidencial derrotada de Flávio Bolsonaro.
Nas articulações para a próxima legislatura, Alcolumbre também pretende defender a indicação do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco para uma vaga no STF ainda neste ano. A movimentação ocorre em meio às negociações entre o governo e lideranças do Congresso após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outro fator que pode influenciar a sucessão é a articulação de partidos do Centrão para manter Hugo Motta (Republicanos-PB) na presidência da Câmara dos Deputados.
União Brasil, PP, Republicanos, MDB, PSDB-Cidadania, Podemos, PSD e Solidariedade já manifestaram apoio à continuidade de Motta. A relação próxima entre Alcolumbre e Ciro Nogueira, presidente do PP e apoiador de Flávio Bolsonaro no segundo turno, também integra o cenário de negociações políticas para a próxima legislatura.



